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OPINIÃO: O que é telessaúde ?

Por Mary Caroline Skelton Macedo 

Segundo a OMS, 1997, telessaúde diz respeito a oferta de serviços de atenção à saúde, em situações geográficas críticas. É realizada por profissionais de saúde que se utilizam das tecnologias de informação e comunicação (TIC) para a troca de informações necessárias para o diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças, utilizando-se desse aspecto para pesquisas e avaliação e para a educação continuada de provedores e de profissionais de saúde, com a meta de de promover a melhoria da saúde dos indivíduos e das comunidades.

Telessaúde diz respeito a oferta de serviços de atenção à saúde, em situações geográficas críticas.

Para o termo telemedicina a OMS adota uma visão mais ampla de significado, já que não existe uma definição adotada para o termo. Pode-se dizer que telemedicina se refere especificamente a serviços clínicos à distância.

Telemedicina se refere especificamente a serviços clínicos à distância.

Ainda existe mais um termo a compor esse cenário do uso das TIC na assistência à saúde: a eSaúde. Para este termo, a OMS considera a utilização, no setor da saúde, dos dados digitais transmitidos, armazenados e recuperados eletronicamente para fins clínicos, educacionais e administrativos, tanto localmente quanto remotamente. Hoje esse contexto é muito valorizado na pesquisa, pois os dados podem ser recuperados e analisados para que se viabilize novas ações frente às ocorrências registradas, alteração de processos de trabalho, etc (é o que modernamente se faz no Big Data em saúde).

E-Saúde é a utilização, no setor da saúde, dos dados digitais transmitidos, armazenados e recuperados eletronicamente para fins clínicos, educacionais e administrativos, tanto localmente quanto remotamente.

Para uma observação simplificada, desenhando a articulação dos 3 termos, podemos dizer que os serviços clínicos operados à distância (telemedicina) são realizados por profissionais capacitados na assistência, educação e pesquisa à distância (telessaúde), podendo-se armazenar os dados gerados nessas situações para a melhoria da assistência à saúde de indivíduos e/o comunidades (eSaúde).

Compreendendo este contexto de definições e o envolvimento que há entre eles, é possível compreender que a adaptação dos profissionais/técnicos deve ser a tecnologia em si, já que seu treinamento durante a formação focou classicamente a saúde em si. A ideia agora é adaptar o conhecimento às aplicações permitidas pelas TIC, ampliando o atendimento, possibilitando capacitações em temas específicos ou em atualizações maiores, reduzindo custos e necessidade de encaminhamentos de pacientes e ainda muitos outros aspectos que reconheceremos como facilitados quando aplicarmos esses conceitos e aplicações cabíveis.

diferencas entre telessaude telemedicina e e-saude.pngFigura: Diferenças entre Telessaúde, Telemedicina, e-Saúde e Telessaúde.

As ferramentas de telessaúde vieram para justamente aproximar especialistas de profissionais/técnicos, dando a eles segurança na tomada de decisões, subsídio para a atualização em temas urgentes e/ou necessários, suporte no laudo de exames e outros, mas essa “roda” só gira mesmo e beneficia o usuário do sistema quando os profissionais/técnicos fazem uso dela! O custo-efetividade só se estabelece positivamente quando a informação está correndo na rede e os usuários profissionais/técnicos estejam sendo “alimentados” pela produção de conteúdos que os especialistas competentes fazem circular a partir das buscas/dúvidas dos primeiros.

Podem ser fornecidas respostas simples para uma tomada de decisão imediata, mas também podem ser estruturadas respostas que caracterizem uma Segunda Opinião Formativa (SOF), para qual os especialistas construirão um pequeno texto baseado nas melhores evidências clínico-científicas para aqueles que estão na rede. Nos dois casos, especialistas construirão a resposta de forma a sanar dúvidas e indicar caminhos seguros de ação.

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Mary Caroline Skelton Macedo  Graduada em Odontologia pela Universidade de Taubaté - UNITAU (1985), Mestre (1998) e Doutora em Endodontia (2003) pela FOUSP; Pós-Doutorado em Teleodontologia, pela FMUSP (2010). Foi Consultora de OPAS/Ministério da Saúde no Programa Telessaúde Brasil (2009-2010). Atualmente é Professora-Doutora de Teleodontologia e Endodontia na FOUSP, Projetista e Coordenadora do Núcleo de Teleodontologia/Telessaúde (NTo-Ts) CPDigi FOUSP, e, ex-conselheira eleita para o Conselho Regional de Odontologia do Estado de São Paulo, CROSP (gestões de 2013/14 e 2015/16). Tem experiência na área em Odontologia e Docência Universitária, com ênfase em Endodontia, atuando principalmente nos seguintes temas: Docência Universitária; Estratégias de Ensino-aprendizagem; Tecnologias móveis aplicadas à Educação e Didática no Ensino Superior; Produção de Material Didático para ensino presencial e a distância; Ensino a Distância na Saúde (EaD); Endodontia; Educação Continuada; Ensino Odontológico; Design Instrucional; Teleodontologia; Telessaúde; Informática em Saúde e, Avaliação. Membro SBPqO, IADR, ADEA, ISfTeH e ABTms.

 

Referências


Ministério da Saúde. Estratégia eSaúde para o Brasil.

Ministério da Saúde. Protocolo de Solicitação de Teleconsultoria.

Telessaúde São Paulo

E-mail: telessaude.sp@unifesp.br - Telefone: (11) 3385-4211

Endereço: Rua Pedro de Toledo, 715 - Piso superior - Vila Clementino - São Paulo - SP - 04039-032