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Dengue

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A dengue pode se assemelhar a uma gripe forte, mas há quadros que podem levar a óbito.

O que é Dengue?

O dengue é uma doença infecciosa causada por um arbovírus (existem quatro tipos diferentes de vírus do dengue: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4), que ocorre principalmente em áreas tropicais e subtropicais do mundo, inclusive no Brasil. As epidemias geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos.

O vírus da dengue é transmitido pela picada da fêmea do Aedes aegypti, um mosquito diurno que se multiplica em depósitos de água parada acumulada nos quintais e dentro das casas. Existem quatro tipos diferentes desse vírus: os sorotipos 1, 2, 3 e 4. Todos podem causar as diferentes formas da doença.

Sintomas

O dengue clássico se inicia de maneira súbita e podem ocorrer febre alta, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores nas costas. Às vezes aparecem manchas vermelhas no corpo. A febre dura cerca de cinco dias com melhora progressiva dos sintomas em 10 dias. Em alguns poucos pacientes podem ocorrer hemorragias discretas na boca, na urina ou no nariz. Raramente há complicações.

Sintomas da dengue clássica

Nos adultos, a primeira manifestação é a febre alta (39ºC a 40ºC), de início repentino, associada a:

  • Dor de cabeça;
  • Prostração;
  • Dores musculares, nas juntas e atrás dos olhos;
  • Vermelhidão no corpo (exantema);
  • Coceira.
  • Anorexia, náuseas, vômitos e diarreia não volumosa podem estar presentes, mas são menos frequentes.

Num período de 3 a 7 dias, a temperatura começa a cair e os sintomas geralmente regridem, mas pode persistir um quadro de prostração e fraqueza durante algumas semanas.

Nas crianças, o sintoma inicial também é a febre alta acompanhada apatia, sonolência, recusa da alimentação, vômitos e diarreia. O exantema pode estar presente ou não.

Sintomas da dengue com sinais de alarme

As manifestações iniciais da dengue com sinais de alarme – as mesmas da fase febril da doença — devem ser rotineiramente pesquisadas e valorizadas. Entretanto, depois do terceiro dia, quando a febre começa a ceder, aparecem:

  • Sinais de hemorragia, como sangramento nasal, gengival e vaginal;
  • Rompimento dos vasos superficiais da pele (petéquias e hematomas).

A maioria dos sinais de alarme é resultante do aumento da permeabilidade vascular, a qual marca o início do deterioramento clínico do paciente e sua possível evolução para o choque por extravasamento de plasma. Em casos mais raros, podem ocorrer sangramentos no aparelho digestivo e nas vias urinárias.

Sintomas da dengue grave

O potencial de risco é evidenciado por uma das seguintes complicações:

  • Alterações neurológicas (delírio, sonolência, depressão, coma, irritabilidade extrema, psicose, demência, amnésia);
  • Sintomas cardiorrespiratórios;
  • Insuficiência hepática;
  • Hemorragia digestiva;
  • Derrame pleural.

As manifestações neurológicas, geralmente, surgem no final do período febril ou na convalescença.

As formas graves da doença podem manifestar-se com extravasamento de plasma, levando ao choque ou acúmulo de líquidos com desconforto respiratório, sangramento grave ou sinais de disfunção orgânica como o coração, os pulmões, os rins, o fígado e o sistema nervoso central (SNC).

O choque é de rápida instalação e tem curta duração. Podendo levar o paciente a óbito em um intervalo de 12 a 24 horas ou à sua recuperação rápida, após terapia antichoque apropriada.
 

O que é Dengue Hemorrágico?

Dengue hemorrágico é uma forma grave de dengue. No início os sintomas são iguais ao dengue clássico, mas após o 5º dia da doença alguns pacientes começam a apresentar sangramento e choque.

Os sangramentos ocorrem em vários órgãos. Este tipo de dengue pode levar a pessoa à morte. Dengue hemorrágico necessita sempre de avaliação médica de modo que uma unidade de saúde deve sempre ser procurada pelo paciente.

Tipos de Dengue

 

Formas

A grande maioria das infecções é assintomática. Quando surgem, os sintomas costumam evoluir em obediência a três formas clínicas:

  • Dengue, forma benigna, similar à gripe;
  • Dengue com sinais de alarme, mais grave, caracterizada por alterações da coagulação sanguínea;
  • Dengue grave, forma raríssima, mas que pode levar à morte, se não houver atendimento rápido e especializado.

Diagnóstico

O diagnóstico de certeza da dengue é laboratorial. Pode ser obtido por isolamento direto do vírus no sangue nos três a cinco dias iniciais da doença ou por exames de sangue para detectar anticorpos contra o vírus (testes sorológicos).

A prova do laço está indicada nos casos com suspeita de dengue, porque avalia a fragilidade capilar e pode refletir a queda do número de plaquetas.

Qual a causa?

A infecção pelo vírus, transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti, uma espécie hematófaga originária da África que chegou ao continente americano na época da colonização. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento.

Tratamento

Não existe tratamento específico contra o vírus da dengue. Tomar muito líquido para evitar desidratação e utilizar medicamentos para baixar a febre e analgésicos são as medidas de rotina para aliviar os sintomas.

Pacientes com dengue, ou com suspeita da doença, precisam de assistência médica. Sob nenhum pretexto, devem recorrer à automedicação, pois jamais podem usar antitérmicos que contenham ácido acetilsalicílico (AAS, Aspirina, Melhoral etc.), nem anti-inflamatórios (Voltaren, diclofenaco de sódio, Scaflan), que interferem no processo de coagulação do sangue.

Observações

Todos os casos suspeitos de dengue 4 sejam considerados de comunicação compulsória às autoridades sanitárias no prazo de 24 horas.

Perguntas & Respostas

Quantos tipos existem atualmente?

São quatro tipos.

Quem já teve de um tipo não terá de novo o mesmo tipo?

Isso mesmo, a pessoa fica com imunidade.

Dentro do mesmo ano a pessoa pode ter de todos os tipos diferentes?

Muito difícil circular vários tipos numa mesma epidemia. Em cada epidemia há circulação de um tipo de vírus. 

Se passar por todos os tipos a pessoa estará livre da dengue?

Esse é o pensamento natural. A pessoa fica imune a cada tipo que apresenta. A partir do momento que já for submetida aos 4 sorotipos da dengue terá, pela lógica, imunidade contra a doença.

Existe uma vacina contra a dengue?

Sim, existe uma vacina contra a dengue hoje no Brasil. Indicada para pessoas de 9 a 45 anos, com uma ressalva: somente pode tomar a vacina quem já teve algum tipo de dengue antes. Então, aquela pessoa que nunca teve dengue não tem indicação para a vacina. Lembrando que essa vacina hoje só está disponível nas clínicas privadas de imunização e para receber a vacina a pessoa deve fazer um teste para comprovar que já teve dengue antes. Temos em andamento no estado de São Paulo a vacina via pública, ainda em fase de testes. Existem pesquisas em andamento para disponibilizar a vacina nos serviços públicos.

Qual a forma mais eficaz atualmente para se proteger da dengue?

A forma mais eficaz hoje é eliminar o criadouro. Isso é o que a gente tem que ter em mente. A principal ação contra a dengue hoje é a eliminação do criadouro. Subsequentemente a gente tem o uso do repelente. Então, em áreas infestadas pelo mosquito, é indicado o uso de repelente. Ele precisa ter o componente chamado icaridina (princípio ativo que possui ação de longa duração no combate aos insetos) e também observar as recomendações do fabricante. Observar, por exemplo, de quanto em quanto tempo precisa aplicar. Outra orientação importante é que o repelente deve ser aplicado por último. Quem usa protetor solar deve aplicar o repelente por cima. Principalmente durante o dia, porque a fêmea do mosquito é a que pica e ela pica principalmente durante o dia. E aplicar principalmente nas áreas expostas. Pernas, braços.

Quais são as principais diferenças?
Todos os tipos de dengue são causados pelo mesmo vírus, no entanto, existem 5 pequenas variações deste mesmo vírus. Estas diferenças são tão pequenas que causam a mesma doença, com os mesmos sintomas e mesmas formas de tratamento. Entretanto, o tipo 3 (DENV-3), que é o mais comum no Brasil nos últimos 15 anos, apresenta maior virulência o que significa que causa sintomas mais graves que os demais.

Quando surgiram os tipos de dengue no Brasil?
Apesar de a cada ano surgir uma nova epidemia de dengue, na maior parte das vezes se trata do mesmo tipo de dengue. No Brasil os tipos de dengue existentes são:

Tipo 1 (DENV-1): surgiu no Brasil em 1986
Tipo 2 (DENV-2): surgiu no Brasil em 1990
Tipo 3 (DENV-3): surgiu no Brasil em 2000, sendo o mais comum até 2016
Tipo 4 (DENV-4): surgiu no Brasil em 2010 no estado de Roraima
O tipo 5 (DENV-5) da dengue até o momento ainda não foi registrado no Brasil, sendo encontrado apenas na Malásia (Ásia) em 2007.

Os sintomas da dengue tipo 1, 2 e 3 são diferentes?

Não. Os sintomas da dengue são sempre os mesmos, mas sempre que a pessoa adquire dengue mais de 1 vez, os sintomas se tornam mais intensos porque existe um risco aumentado de ter dengue hemorrágica. Por isso, é muito importante evitar novas infecções, através de medidas que evitem a reprodução do mosquito da dengue e, consequentemente, as picadas. Veja como combater o mosquito e se proteger da dengue.

Posso ter dengue mais de uma vez?

Sim. Cada pessoa pode pegar dengue até 4 ou 5 vezes na vida porque cada tipo de dengue, DENV-1, DENV-2, DENV-3, DENV-4 e DENV-5, se refere a uma variação do vírus original e, por isso, quando a pessoa pega dengue tipo 1, ela desenvolve imunidade para esse tipo específico de dengue e não é mais contaminada com essa variação do vírus. Porém, se a mesma pessoa for picada por um mosquito infectado pela dengue tipo 2, irá desenvolver novamente a doença e nesse caso, o risco de desenvolver dengue hemorrágica é maior.

Posso ter 2 tipos de dengue ao mesmo tempo?

Ficar infectado por 2 tipos de dengue não é uma situação impossível, no entanto é considerada muito pouco provável porque seria preciso que estivessem circulando na mesma região 2 tipos diferentes de dengue e isso é extremamente raro. Por isso ainda não foram registrados casos de infecção por dois vírus ao mesmo tempo.

Referência

https://heb.famesp.org.br/imprensa.php?mnu=3&id=1175

https://drauziovarella.uol.com.br/doencas-e-sintomas/dengue/

http://www.saude.am.gov.br/servico/dengue/dengue.php

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