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WOLBACHIA

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WOLBACHIA
A dengue é um grande problema de saúde global. Infecta milhões de pessoas todos os anos e pode causar doenças debilitantes, causando dor nas articulações, erupções cutâneas e febre. Sem uma vacina eficaz, a melhor maneira de prevenir a dengue é atacar os mosquitos que a transmitem. A dengue é transmitida por mosquitos do Aedes e estamos em guerra há décadas com um arsenal de repelentes, armadilhas e inseticidas. Mas os mosquitos lutaram. O Aedes aegypti, principal vetor da dengue, está se tornando resistente a muitos inseticidas e isso dificultará o controle da população de mosquitos a longo prazo.
A Wolbachia pipientis é uma bactéria intracelular observada pela primeira vez há 70 anos, em mosquitos da espécie Culex pipiens. Sua descoberta ocorreu em 1926, mas poucas pesquisas foram realizadas sobre o tema até 1972. Desde 1990, mais de 1.500 estudos científicos sobre a Wolbachia foram publicados em periódicos científicos.
Estudos recentes demonstraram que esta bactéria é amplamente presente entre os invertebrados e pode ocorrer naturalmente em até 60% de todos os insetos do mundo, incluindo borboletas e diversos mosquitos, como o Culex, o comum ‘pernilongo’. Apesar desta ampla gama de hospedeiros, a Wolbachia não é infecciosa e não é capaz de infectar vertebrados, incluindo os humanos.
A característica intracelular da Wolbachia (vive apenas dentro de células) impõe limitações significativas na sua capacidade de dispersão, uma vez que ela só pode ser transmitida verticalmente (de mãe para filho) por meio do ovo da fêmea de mosquito. Como resultado, o sucesso da Wolbachia está diretamente ligado à capacidade de reprodução do inseto.
Curiosamente, a Wolbachia confere uma vantagem reprodutiva devido à chamada ‘incompatibilidade citoplasmática’: fêmeas com Wolbachia sempre geram filhotes com Wolbachia no processo de reprodução, seja ao se acasalar com machos sem a bactéria ou machos com a bactéria. E, quando as fêmeas sem Wolbachia se acasalam com machos com a Wolbachia, os óvulos fertilizados morrem.
Inicialmente, com poucos Aedes aegypti com Wolbachia na população de mosquitos, a vantagem reprodutiva será pequena. Mas, com as sucessivas gerações, o número de mosquitos machos e fêmeas com Wolbachia tende a aumentar até que a população inteira de mosquitos tenha esta característica. Por isso, uma vez estabelecido o método em campo, em determinada localidade, os mosquitos continuam a transmitir a Wolbachia naturalmente para seus descendentes, dispensando a necessidade de intervenções adicionais.
Veja mais detalhes em nosso site: https://bit.ly/2m5yl5p
Referências
10 mil mosquitos serão liberados toda semana em bairro do Rio de Janeiro. Bactéria Wolbachia faz com que mosquito não possa transmitir dengue.
http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2014/09/fiocruz-vai-liberar-aedes-aegypti-com-bacteria-no-rio-para-combater-dengue.html
PLoS Pathogens. <The Endosymbiotic Bacterium Wolbachia Induces Resistance to Dengue Virus in Aedes aegypti>
http://www.plospathogens.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.ppat.1000833?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+plospathogens%2FNewArticles+%28PLoS+Pathogens%3A+New+Articles%29
«Bacteria Vs. (Zika) Virus, New Earth-Like Planets, and What Went Wrong With Theranos? - Science Friday». Science Friday (em inglês).
http://www.sciencefriday.com/segments/bacteria-vs-zika-virus-new-earth-like-planets-and-what-went-wrong-with-theranos/
Sobre a Wolbachia
http://www.eliminatedengue.com/brasil/wolbachia
Wolbachia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wolbachia
WOLBACHIA BACTERIA IN ACTION | How we’re using naturally occurring bacteria to stop mosquitoes from spreading disease
https://blogs.unimelb.edu.au/pearg/2018/04/13/wolbachia-bacteria-in-action-how-were-using-naturally-occurring-bacteria-to-stop-mosquitoes-from-spreading-disease
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