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27 de outubro - Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doenças Falciformes

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Covid-19 pode agravar quadro de pacientes com DF

O que é a Doença Falciforme (DF) ?

A DF é uma das doenças hereditárias mais comuns no mundo. A mutação teve origem no continente africano e pode ser encontrada em populações de diversas partes do planeta, com altas incidências na África, Arábia Saudita e Índia.

No Brasil, devido à grande presença da afrodescendentes, que são uma das bases da população do país, a DF constitui um grupo de doenças e agravos relevantes. Por essa razão, foi incluída nas ações da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da População Negra, do Ministério da Saúde, e está no regulamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A DF é uma alteração genética caracterizada por um tipo de hemoglobina mutante designada como hemoglobina S (ou Hb S), que provoca a distorção dos eritrócitos, fazendo-os tomar a forma de “foice” ou “meia-lua”.

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https://fernandobraganca.com.br/2016/11/17/doenca-falciforme/

Diagnóstico

Para o diagnóstico seguro é de fundamental importância conhecer a característica fundamental da DF: trata-se de uma questão genética, ou seja, herdada dos pais para os filhos. Os pais sempre são os portadores de traço ou heterozigotos para S ou C ou beta talassemia ou tem a DF.  O diagnóstico está definido no regulamento 8 do SUS, por meio da Portaria do Programa Nacional de Triagem Neonatal MS/GM nº 2.048, de 3 de setembro de 2009, nos artigos 322, 323 e 324. O exame é público e gratuito nas unidades de saúde mais próximas da moradia da criança recém-nascida e deve ser realizado na primeira semana de vida.

Crises de dor

Crises dolorosas são as complicações mais frequentes da DF e comumente a sua primeira manifestação. São causadas pelo dano tissular isquêmico secundário à obstrução do fluxo sanguíneo pelas hemácias falcizadas. Essas crises de dor em geral duram de 4 a 6 dias, e podem persistir por semanas. 

Fatores de risco

Devem ser considerados como fatores de risco: febre acima de 38ºC, desidratação, palidez, vômitos recorrentes, aumento de volume articular, dor abdominal, sintomas pulmonares agudos, sintomas neurológicos, priapismo, processos álgicos que não se resolvem com analgésicos comuns.

Tratamento

O tratamento consiste em eliminar os fatores precipitantes, com repouso, boa hidratação (muitas vezes, é necessário hidratação parenteral) e analgesia adequada.

Covid-19 pode agravar quadro de pacientes

Atualmente, esses pacientes encaram um desafio extra, já que a infecção por Covid–19 pode representar diversas dificuldades e perigos específicos para eles. A doença causada pelo novo coronavírus pode levar a hipóxia (diminuição do oxigênio) e desidratação, como consequência da infecção respiratória.

Essas condições são fatores potencialmente desencadeadores de uma crise de dor, o que pode incluir uma síndrome torácica aguda (dor no tórax). A síndrome está associada a um alto risco de mortalidade e morbidade, sendo uma complicação frequente em indivíduos com DF.

Recomendações

  • Fazer isolamento social: sair de casa apenas para coleta de exames ou consultas médicas que não possam ser postergadas;
  • Lavar as mãos ou usar álcool gel várias vezes ao dia.
  • Os pacientes devem ser orientados a procurar atendimento de emergência em caso de crises falcêmicas (ex.: crise álgica severa ou refratária, síndrome torácica aguda).

Material de Consulta

Condutas Básicas para tratamento: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/doenca_falciforme_condutas_basicas.pdf
http://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2017/09/doenca_falciforme_diretrizes_basicas_linha_cuidado.pdf
https://www.nupad.medicina.ufmg.br/wp-content/uploads/2016/12/manual_sb_doenca_falciforme_2007.pdf
http://telessaude.ba.gov.br/wp-content/uploads/2014/11/WEBPALESTRA-Anemia-Falciforme.pdf

Referências

https://www.hematology.org/covid-19/covid-19-and-sickle-cell-disease
https://www.vidaeacao.com.br/doenca-falciforme-quase-metade-dos-brasileiros-nao-sabe-o-que-e/
https://pebmed.com.br/doenca-falciforme-e-coronavirus-quais-as-recomendacoes-para-esses-pacientes/

 

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