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Setembro Amarelo - Mês da Prevenção ao Suicídio

O suicídio é a causa mais comum de morte para pessoas de 15 a 24 anos.

O Dia Mundial da Prevenção ao Suicídio é um dia de conscientização celebrado em 10 de setembro a fim de proporcionar compromisso e ação mundial para prevenir o suicídio.

Por que Setembro Amarelo ?

Em 1994, o americano Mike Emme, filho do casal Dale Emme e Darlene Emme, suicidou-se com apenas 17 anos. Mike era conhecido por sua personalidade caridosa e por saber muito sobre mecânica. Sozinho, o garoto conseguiu restaurar um Mustang 68 e pintou o carro todo de amarelo. Porém, aqueles que conviviam com Mike não viram os sinais de angústia.

No dia do funeral do jovem, uma cesta de cartões com fitas amarelas presas a ela estava disponível para quem quisesse pegá-los. Os cartões e fitas foram feitos por amigos de Mike e possuíam uma mensagem: "Se você precisar, peça ajuda". Em pouco tempo, os cartões se espalharam pelos Estados Unidos e começaram a surgir mais e mais cartões com pedidos de ajuda. Um professor de outro estado americano havia recebido um dos cartões de uma aluna, pedindo por ajuda.

Por conta da grande repercussão do caso, a fita amarela foi escolhida como símbolo do programa que incentiva aqueles que têm pensamentos suicidas a buscar ajuda.

Em 2003 a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou o dia 10 de setembro para ser o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio e o amarelo do Mustang de Mike é a cor escolhida para representar esta campanha.

No Brasil

A campanha Setembro Amarelo teve início no Brasil em 2015 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). As primeiras atividades da campanha aconteceram na capital do país, Brasília, e no ano seguinte outras regiões também aderiram ao movimento.

O objetivo do Setembro Amarelo é reforçar a importância do diálogo, quebrando o tabu sobre o assunto e ajudando quem está mais vulnerável.

Números

De acordo com o Atlas de saúde mental da OMS divulgado em 2014, nenhum país de baixa renda relatou ter uma estratégia nacional de prevenção do suicídio, enquanto menos de 10% dos países de renda média baixa e quase um terço dos países de renda média alta e alta tinham.

Estima-se que um milhão de pessoas morrem por suicídio por ano ou cerca de uma pessoa em 10.000 (1,4% de todas as mortes), ou uma morte a cada 40 segundos ou cerca de 3.000 todos os dias. O número de pessoas que morrerão por suicídio deve chegar a 1,5 milhões em 2020.

Em média, três suicídios de homens são relatados para cada mulher, de forma consistente em diferentes grupos de idades e em quase todos os países do mundo. Por outro lado, as taxas de tentativas de suicídio tendem a ser 2 a 3 vezes maiores em mulheres do que em homens, embora a diferença de gênero tenha diminuído nos últimos anos.

Mais pessoas morrem por suicídio do que por assassinato e guerra; é a 13ª causa de morte em todo o mundo. De acordo com a OMS, há vinte pessoas que têm uma tentativa de suicídio para cada uma que é fatal, a uma taxa de aproximadamente uma a cada três segundos. O suicídio é a causa mais comum de morte para pessoas de 15 a 24 anos.

Prevenção

As prioridades da prevenção ao suicídio, conforme declaração no evento de 2012, são listadas abaixo. É preciso:

  • Continuar pesquisando o suicídio e o comportamento suicida não fatal, abordando os fatores de risco e de proteção.
  • Desenvolver e implementar campanhas com o objetivo de aumentar a conscientização sobre comportamentos suicidas na comunidade, incorporando evidências sobre fatores de risco e de proteção.
  • Direcionar nossos esforços não apenas para reduzir os fatores de risco, mas também para fortalecer os fatores de proteção, especialmente na infância e na adolescência.
  • Treinar profissionais de saúde para entender melhor os fatores de risco e proteção baseados em evidências associados ao comportamento suicida.
  • Combinar prevenção primária, secundária e terciária.
  • Aumentar o uso e a adesão a tratamentos comprovadamente eficazes no tratamento de diversas condições; e priorizar a pesquisa sobre a eficácia dos tratamentos destinados a reduzir a automutilação e o risco de suicídio.
  • Aumentar a disponibilidade de recursos de saúde mental e reduzir as barreiras de acesso aos cuidados.
  • Disseminar evidências de pesquisas sobre a prevenção do suicídio para formuladores de políticas em nível internacional, nacional e local.
  • Reduzir o estigma e promover a alfabetização em saúde mental entre a população em geral e os profissionais de saúde.
  • Alcançar pessoas que não procuram ajuda e, portanto, não recebem tratamento quando precisam.
  • Garantir financiamento sustentado para a pesquisa e prevenção do suicídio.
  • Influenciar os governos a desenvolver estratégias de prevenção do suicídio para todos os países e apoiar a implementação das estratégias que demonstraram salvar vidas.

Gatilhos

Os principais gatilhos do suicídio são a pobreza, o desemprego, a perda de um ente querido, discussões e problemas jurídicos ou relacionados com o trabalho.

Em grande parte do mundo, o suicídio é estigmatizado e condenado por razões religiosas ou culturais. Em alguns países, o comportamento suicida é um crime punível por lei. O suicídio é, portanto, muitas vezes um ato secreto cercado de tabu e pode não ser reconhecido, classificado incorretamente ou deliberadamente escondido em registros oficiais de morte.

Problemas incapacitantes para a saúde física e principalmente mental, como depressão, estão entre os mais comuns da longa lista de fatores complexos e inter-relacionados, que vão desde problemas financeiros à experiência de abuso, agressão, exploração e maus-tratos, que podem contribuir para a sensação de dor e desesperança subjacente ao suicídio. Normalmente, o abuso de substâncias e álcool também desempenha um papel. As estratégias de prevenção geralmente enfatizam a conscientização do público em relação ao estigma social e aos comportamentos suicidas.

Procure ajuda

Se você precisa de ajuda, ligue para o Centro de Valorização da Vida ou pelo telefone 188 ou procure-nos na Internet. Peça ajuda para sua família, amigos, em alguma ONG da sua cidade ou onde você se sente confortável pra conversar. Você não está sozinho!

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